quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Falha na plataforma Java torna 1 bilhão de computadores vulneráveis


26/09/2012 - 10h25 - Folha de São Paulo

Uma brecha de segurança do programa Java permite que pessoas mal-intencionadas instalem código malicioso, como vírus, em praticamente todos os computadores Mac e Windows em que o software está instalado --cerca de 1 bilhão de máquinas.








 Logotipo do Java 

Têm a falha as versões Java 5, Java 6 e Java 7

Todas as versões do Windows estão sujeitas à brecha, assim como computadores com o sistema da Apple OS X 10.6 (Snow Leopard) ou mais novo.

A descoberta foi feita pela firma polonesa de antivírus Security Explorations e inicialmente divulgada pelo site "Computerworld" nesta quarta (26).
 
A Oracle, dona do Java, disse à empresa de segurança que eliminará a falha em uma atualização ("update") futura, mas não disse a data. Segundo o "Computerworld", a próxima atualização trimestral do Java está marcada para o dia 16 de outubro.

Usuários do Java para celulares e tablets não estão expostos a esse erro. 

Por meio da brecha seria possível a instalação de programas como vírus para o roubo de informações privadas, incluindo números de cartão de crédito. 

O Java é uma plataforma utilizada para aplicações de segurança de bancos, por exemplo, funcionando como uma espécie de programa satélite do navegador. Também é empregado em jogos e outros tipos de interface (não confundir com a linguagem de desenvolvimento web Javascript)

Tornou-se propriedade da Oracle quando esta adquiriu a empresa que o fornecia, a Sun Microsystems, em 2009. 

Jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O AVESSO DO RÓTULO NESTLÈ


" o que  for feito à Terra, será feito aos filhos da Terra."

 
Na Hungria havia uma fábrica de  chocolates, que vendia para o mercado interno e exportava para os países  vizinhos e todo o Leste Europeu.
A Nestlé comprou a fábrica, botou  todos os funcionários no olho da rua, demoliu as instalações e saiu do  país.
A Nestlé não quer concorrência. Se  houver...

Nestlé mata Água Mineral São Lourenço  (As  águas turvas da Nestlé)

Há alguns anos a Nestlé vem  utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar a água  marca PureLife.
Diversas organizações da cidade vêm combatendo a  prática, por muitas razões.
As águas minerais, de propriedades  medicinais e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico  para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela  maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas  químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece.  Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa  renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a  PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza  a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de  água é proibida pela Constituição.

Cientistas europeus  afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta  sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma  água química. A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água,  além de o estar esgotando, por não obedecer às normas de restrição de  impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos.  O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do  permitido.

Troca de dutos na presença de fiscais é rotina.  O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao  comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do  aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento  processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de  Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras  localidades.

Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença  estadual. E finalmente obteve essa licença no início de  2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa  das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas  frustradas junto ao governo e à imprensa para combater o problema,  conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja  Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ONG verde ATTAC  uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na  Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos,  Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente  mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar  imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço. No dia seguinte, no  entanto, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria regulamentando a  atividade da Nestlé. Ao invés de aplicar multas, deu-lhe uma  autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio  internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico  duvidoso.

Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e  sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa,  onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas  matérias de meia hora na televisão. Em uma dessas matérias, o vereador  Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a  criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT),  para calar a boca. Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o  Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São  Lourenço.

Diga-se também que a relação espúria da Nestlé  com o Fome Zero é outro caso sinistro. A empresa, como estratégia de  marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando  que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da  Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também  fornecendo o treinamento.

Sim, é a mesma famosa Nestlé, que  tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda  mentirosa, enganando mães pobres e educadores, para  substituir  leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores crimes contra a  humanidade.

A vendedora de leites e papinhas "substitutos"  estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome  Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas  pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos  carentes de comida e informação. Mais preocupante: o Governo Federal  anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização  "parcial" das águas. O que é isso? Como será  regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do  permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar agora a tal  desmineralização "parcial"? Além do que, "parcial" ou "integral", a  desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o  mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à  Nestlé? O que nós, cidadãos, ganhamos com isso?

É simples.  Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da  Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água. É  para essas empresas que o governo governa? Uma vergonha  !!!
                              
Colabore. Transmita estas informações para outras  pessoas e não consuma o que prejudica a saúde.

Mais informações sobre o caso Nestlé  em http://www.circuitodasaguas.org/ <http://www.circuitodasaguas.org/



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Médicos do Sírio e do Einstein abrem clínica particular em Heliópolis

Bem na entrada da favela de Heliópolis, entre uma agência bancária e uma loja de departamentos, desponta uma clínica médica que só realiza consultas particulares. Não vale convênio, tampouco cartão do SUS.


 
Daniel Teixeira/AE
O criador do Dr. Consulta, Thomaz Srougi, e o diretor-geral, Cesar Camara
 
 
 
 
 
 
 
 
Não vale convênio, tampouco cartão do SUS.

Quem passa ali, estranha. Muitos moradores custam a ter coragem de entrar. Só perdem o medo na medida em que o boca a boca se espalha ou quando leem um cartaz bem à frente do portão que informa, em linguagem clara e direta, o valor das consultas: R$ 40 para clínico-geral e R$ 60 para qualquer uma das dez especialidades oferecidas, que pode ser dividido em duas parcelas.

"Quem disse que essa população não pode ir ao médico particular?", questiona o criador do Dr. Consulta, Thomaz Srougi. Ele se refere ao seu público-alvo: gente sem plano de saúde e cansada das filas dos postos públicos. O perfil exato dos moradores da maior favela da cidade.

Para atendê-los, a estrutura é simples, porém bem equipada. Nos consultórios - separados por divisórias de fórmica e com cadeiras de plástico -, há equipamentos caros, como o usado em exames oftalmológicos e o de ultrassonografia, além do eletrocardiograma. Em casos mais sérios, em que seja necessária a internação, os pacientes são encaminhados ao hospital público.

O atendimento é feito por uma dúzia de médicos, todos formados em universidades conceituadas e integrantes do corpo clínico de hospitais de ponta, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein. O diretor da clínica, por exemplo, é Cesar Camara, indicado por Miguel Srougi, um dos urologistas mais conceituados da cidade e pai de Thomaz.

Na quarta-feira passada, Cesar saiu de Heliópolis e tomou o metrô Sacomã em direção ao Sírio, para atender um dos seus pacientes. Em seu consultório, a consulta custa R$ 450, sete vez o que pagou cada um dos dez pacientes atendidos naquela tarde.

"Engajei-me no projeto porque consigo garantir um atendimento humanizado. Tem consultas em que levo 40 minutos, mesmo tempo que pratico no consultório particular, o que seria impossível na realidade dos convênios."

Todos os médicos dali já haviam atendido por planos privados e recebem em Heliópolis o mesmo que ganhariam em um convênio: cerca de R$ 40 por hora. A diferença é que estão livres das conhecidas metas de atendimento que encurtam as consultas a cada dia. "Selecionamos os médicos por esse perfil humanizado. É importante serem egressos das melhores universidades, mas isso não basta", diz Cesar.

De longe

Mesmo que a maioria do público não se atente ao nome do Sírio-Libanês costurado no jaleco do urologista - "a população daqui nunca ouviu falar do hospital", brinca Cesar -, já começa a pipocar por ali um ou outro paciente vindo de longe. Dia desses, Cesar atendeu um homem que havia se locomovido do Paraíso (bairro de classe média alta e a pelo menos meia hora de distância, de carro).

Se a pessoa tinha ou não dinheiro para pagar mais pelo atendimento, não interessa, diz Thomaz. "Essa procura é boa. Sinaliza que há muito espaço de crescimento."
Desde sua inauguração, em agosto de 2011, a clínica tem crescido 40% por mês e hoje realiza 600 procedimentos a cada 30 dias. A conta ainda não fecha porque houve investimento de cerca de R$ 1 milhão em estrutura, mas a receita tem aumentado à medida que a população descobre o local. Dos 300 mil habitantes da microrregião, só 10% conhecem a clínica, segundo pesquisa encomendada por Thomaz.

Nos sonhos do administrador, ele vê uma clínica em cada um dos 96 distritos da capital. Só para garantir o público, as próximas unidades devem ser instadas em bairros periféricos, como Itaquera e São Miguel Paulista, na zona leste. "Inspirei-me em projetos parecidos em países como Guatemala e México. Testei, adaptei e agora quero crescer, sempre seguindo essa lógica simples, de gerar renda ao mesmo tempo em que agrego um valor muito importante à população."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Excelente exemplo de como as coisas podem funcionar de forma diferente. Mesmo no Brasil.... (Thomas)

ESTA É UMA IDÉIA A SER MULTIPLICADA!!!!!!!!!!

Parabéns aos médicos que fizeram esta Clínica e que Deus os ajude sempre em sua saúde para que possam trabalhar em dois horários  ou quantos forem necessários. (Antonio Roberto)
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Parabéns aos jovens médicos, sem dúvida!!! (LR)
 



 
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